Edição Julho de 2007

      

                                   

 

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MANDARIM: 

AS VANTAGENS DA LÍNGUA DO ORIENTE

Os chineses colhem o status de grande potência mundial. Falar a língua oficial do gigante asiático, mais do que um diferencial, amplia nossa visão ocidental diante do mundo

 

Há dez anos, o mundo não imaginava quais seriam os efeitos da invasão de produtos Made in China nas prateleiras das lojas e das casas. Com suas mercadorias mais do que baratas, o dragão asiático conquistou mercados e, dentro de 30 anos, poderá ser a nova grande potência mundial. Segundo estimativas do governo chinês, essa tendência pode ser verificada no interesse pela língua oficial da China, o mandarim, que é estudado por cerca de 40 milhões de pessoas ao redor do planeta. 
Falar a língua chinesa e conhecer a sua cultura, agora, podem ser fundamentais para fechar bons negócios. Josef Erwin Plügl, representante da empresa alemã de agronegócios Jebsen & Jessen no Brasil, sentiu na pele essa realidade ao visitar Xangai, em março deste ano, à procura de novos fornecedores para fabricantes de fertilizantes e defensivos agrícolas. "Eu me senti muito mal. Nos estandes da feira os expositores estavam preparados para receber estrangeiros, mas, em geral, poucos falam inglês e quando falam é aquele inglês ruim", comentou o empresário. "Não consegui nem adiar o check out do hotel no balcão da recepção. Tive que ir a um cybercafé e fazer as alterações por internet", acrescentou.
Para evitar novos constrangimentos, Josef se matriculou numa escola de mandarim. Ele pretende voltar à China ainda este ano para procurar mais fornecedores, pois o país é um dos poucos fabricantes mundiais de produtos que seus clientes procuram.
De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, o comércio bilateral Brasil-China chegou a US$ 12 bilhões em 2005, sendo o país oriental um dos maiores parceiros comerciais do Brasil. E os negócios tendem a crescer cada vez mais. Grandes empresas como a Petrobrás, Companhia Vale do Rio Doce, Aracruz, Embraer, Marcopolo, Banco Itaú, CSN e muitas outras tradings já voltaram seus olhos para o gigante asiático e estimulam seus funcionários a aprender o mandarim.
O objetivo da empresas, segundo o diretor da escola Mandarim, Victor Key Harada, é contar com profissionais mais qualificados para trabalhar e negociar com os chineses. "Conhecer a língua é conhecer a cultura, a forma de pensar do chinês e também de se relacionar de uma forma mais próxima. Hoje, são muito poucos os profissionais que falam português e chinês e ter esse diferencial pode proporcionar uma alavancagem na carreira da pessoa", afirma o diretor.
De olho nesse cenário, a Student Travel Bureau (STB) lançou o intercâmbio para a China este ano. Claudia Martins, gerente de comunicação da STB, conta que a idéia de intercâmbio para o país asiático surgiu com a demanda dos universitários, que procuram fazer diferença com um terceiro idioma, já que o inglês e o espanhol passaram a ser obrigatórios no currículo. "Inicialmente, eram os intelectuais que se interessavam pelo chinês, mas o mercado de trabalho passou a exigir esse idioma e começou a demanda motivada por trabalho. Na terceira onda, estão os universitários e os recém-formados. O intercâmbio para China é, portanto, um investimento feito como plano de carreira", explica a gerente.
As perspectives para a China são as mais otimistas. Com US$ 1,3 trilhões em reservas, a China quer investir em projetos no exterior, o que resultará em mais parcerias e presença em regiões como Oriente Médio, Sudeste Asiático, África e América Latina. 
Grandes empresas chinesas também estão se estabelecendo no Brasil, como Sinopec, Cosco, Huawei, Gree, Minmetals, Baosteel. Segundo Kevin Tang, diretor da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China (CCIBC), diversas empresas que fazem negócios com a China precisam de pessoas qualificadas e com conhecimento do idioma chinês para ajudar em suas operações. "A própria CCIBC procura por profissionais que escrevam, leiam e falem mandarim com fluência. Porém, é importante salientar que nem sempre só o idioma é o suficiente, dado a natureza técnica e outros conhecimentos necessários, como engenharia, finanças, vendas, jurídica e administrativa", revela o diretor. 
Wandenberg de Souza Pereira começou a estudar mandarim por conta própria em julho do ano passado, pois percebeu as mudanças do mercado imposto pelo crescimento da China. Logo, ele conseguiu um emprego na Somarcas como gerente de importação, apesar do seu chinês de iniciante. Em outubro, ele viajará a trabalho para a China, levando consigo a missão de fazer contato e procurar novos fornecedores: "Todos os fornecedores da empresa são da China", explica Wanderberg. Além do curso de idiomas, ele está investindo num MBA, pois acredita que a China ainda tem um grande potencial e aprendeu que todo esse crescimento é possível por causa da mentalidade do povo de querer crescer, de sempre vencer.
Fundadora da primeira escola de mandarim no Brasil - o Chinbra - a professora Yan Liang conta que a maior dificuldade dos alunos é com a entonação, pois o mesmo som, com a pronúncia errada, pode adquirir significados completamente diferentes. Por exemplo, "ma" dependendo da entonação pode significar mãe, dormência, cavalo ou xingar. Além disso, alguns sons não existem em português. O sistema de ensino Pin-yin, adotado pela escola, enfatiza a conversação e permite que o aluno desenvolva a capacidade de manter uma conversa básica em um ano e de se tornar fluente em quatro anos. Aluno da escola há dois anos, Alexandre Pinho de Cabral Medeiros, representante comercial, aprendeu a falar o básico. "Já consigo ir pra China e pedir comida num restaurante, falando devagar", conta modestamente.
Há 10 anos trabalhando no comércio exterior, Alexandre sentiu a necessidade de se adaptar às novas condições em 2005, quando foi enviado à China pela empresa onde trabalha. Ele não falava nada em mandarim e passou três meses na cidade de Yiwo, próximo a Xangai, comunicando-se por mímica ou escrevendo em uma agenda eletrônica que traduzia inglês para chinês. Quando voltou pra casa, planejou seu crescimento dentro da sua empresa. Ficou entre um curso de pós-graduação e o mandarim. Acabou optando pelo idioma: "No meu caso, a língua beneficiaria a minha carreira dentro da empresa", justifica. Apesar de ainda não ser fluente, ele já foi convidado para tomar conta do braço da empresa na China, mas recusou: "Prefiro continuar no Brasil e usar o mandarim quando for designado para acompanhar um cliente ou a minha chefe numa viagem à China".
Os chineses atravessaram o globo, produzindo mercadorias que custam R$ 1,99 aos mais sofisticados aparelhos eletrônicos, espalharam-se por todos os continentes e, como resultado, colhem o status de grande potência mundial. Falar a língua oficial do gigante se tornou um "negócio da China" num mercado de trabalho cada vez mais competitivo. Além disso, conhecer uma língua milenar - rica e cheia de significados - amplia nossa visão ocidental diante do mundo.

 

 

       

 

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